ALIMENTAÇÃO INFANTIL NO BRASIL:
SAÚDE NÃO É O QUE INTERESSA.

Como vimos em nossa publicação anterior, um dos piores inimigos da alimentação saudável para as crianças são os alimentos ultraprocessados. Eles contêm várias substâncias em excesso, como sal, açúcar, gorduras e outras substâncias comestíveis, mas que não são comida de verdade – como conservantes, corantes e realçadores de sabor.

Apesar disso, as empresas que produzem refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e outros ultraprocessados são livres para fazer anúncios em larga escala e realizar ações de marketing até mesmo em escolas.

Como esses produtos, além de serem facilmente encontrados para compra, são mais baratos e práticos do que alimentos mais saudáveis, as famílias têm muita dificuldade em estabelecer uma alimentação que promova a saúde das suas crianças. Há ainda uma crença de sua enorme praticidade, mesmo que a comida de verdade do dia a dia seja bastante fácil de elaborar e comer.

A oferta irrestrita de alimentos ultraprocessados é uma das principais razões para termos, aqui no Brasil, um panorama de alimentação infantil bastante preocupante.

Veja o que mostra a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE 2017/18:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar, mesmo por pessoas adultas, não ultrapasse 5% do valor diário de calorias. No Brasil, no entanto, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-09), o consumo de açúcar por crianças e adolescentes ultrapassa 17% do valor diário de calorias.

Produtos ultraprocessados não devem fazer parte da base alimentar das famílias, como recomendam os mais recentes Guias Alimentares Nacionais do Ministério da Saúde, direcionados a adultos, crianças e bebês. Seu consumo constante representa um alto risco para a saúde – em especial na infância e na adolescência. Nessas fases, uma boa alimentação é fundamental, tanto para garantir um desenvolvimento adequado, quanto para a criação de hábitos alimentares saudáveis, importantes por toda a vida.

No entanto, é um grande desafio para as famílias fazerem opções saudáveis em um cenário em que é muito mais fácil ter acesso a ultraprocessados. A situação é ainda mais grave quando se considera que nem sempre as pessoas sabem o que estão comendo e acabam fazendo uso cotidiano desses alimentos, quando deveriam evitá-los.

Continue acompanhando as nossas publicações. Vamos encontrar juntos os melhores caminhos para lidar com os desafios para garantir uma alimentação saudável na infância e na adolescência.

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